O que é maior, um Metro ou um Destak, ou o Código?
Eu nunca fui um leitor assíduo de jornais, talvez por me deparar regularmente com a tal falta de conteúdo crónico, o que sempre me fez alguma impressão.
Quando leio um jornal acabo quase sempre com a sensação que gastei aquele tempo e não aprendi nada de especial. Talvez por isso sempre dei preferência aos artigos de opinião, reportagens de fundo e suplementos temáticos. Talvez por isso sempre dei preferência a revistas temáticas sobre assuntos específicos. Também estas acabei por deixar de comprar/ler por falta de conteúdo. A maior parte delas acaba por abordar as questões apenas de uma forma superficial e depois, quando já estamos a salivar por mais... fim do artigo.
Pode ainda argumentar-se que a função de um jornal não é formativa mas sim informativa. Se calhar é mesmo isso que um jornal deve fazer, mostrar a notícia pura e dura, apenas constatando o facto com isenção (pois, pois... era bom que eles assim o fossem).
O Metro e o Destak executarão essa função informativa de uma forma ainda mais básica devido a restrições de espaço e custo, evidenciadas pela sua vertente gratuita.
Consigo até divertir-me imaginando a engenharia estatística e a lábia dos vendedores de espaço publicitário destes diários, ao tentar convencer os possíveis investidores de que o jornal é lido por n X m pessoas todos os dias.
Nestas duas semanas em que andei pelos locais de distribuição, andei também nos transportes públicos. Aí constatei que quem não lia estes distribuíveis, geralmente tinha um algo a sério para ler. Alguns até tinham um livro.
Depois reparei nos livros que essas pessoas liam. Para meu espanto, 99% delas tinham o mesmo livro: «O Código de Da Vinci» de Dan Brown!
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