"Elvis é o morto que mais dinheiro ganhou em 2005"
[Finalmente o post sobre o Elvis]
Reza assim uma notícia do "METRO" de hoje [quarta-feira], que refere um artigo da revista "Forbes". Segundo o que lá se diz, Elvis está em primeiro do ranking dos finados que ganharam mais carcanhol em direitos de autor, com a bela quantia de 45 milhões de dólares. A seguir aparecem Charles Schulz e John Lennon, com 35 e 22 milhões de dólares, respectivamente.
Não vou comentar o rigor da notícia - embora me faça espécie o facto de aparecerem umas quantias tão redondinhas relativas a um ano que ainda não acabou - porque a questão de fundo não me espanta por aí além: Enquanto um gajo passa a vida a trabalhar esforçadamente para poder comprar umas objectivas e ir pagando a renda da casa, estes camanos ganham dinheiro à brava sem fazer nenhum (de tal maneira não fazem nenhum, que até estão mortos).
Se isto não demonstra que o trabalho não compensa, então não sei o que é preciso mais para ficarmos convencidos de vez. O trabalho serve, quando muito, para subsistirmos com algum desafogo e é só. Para o bem e para o mal, claro. Também não sou capaz de dizer que "subsistir com desafogo" seja uma coisa assim tão indesejável.
Muitos poderão objectar que nem toda a gente tem (ou pode ter) a felicidade/génio de criar obras que deixam marca para lá da sua vida, revertendo em chorudos direitos de autor durante esse período. Talvez seja assim. Mas a essas pessoas eu pergunto: e já tentaste?
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