Ai, Teco! - Sobre as "mini-flashadas"
Estive a fazer umas experiências com o mini-flash incorporado na máquina*. O meu objectivo era perceber melhor como é que aquilo funciona, nomeadamente com a máquina em modo manual e, se possível, o flash também. A dada altura lembrei-me também de descobrir qual seria o número de guia do flash.
Primeira conclusão: Usar o flash em modo manual é impraticável, porque o controlo de potência está enterrado num sub-sub-menu de acesso nada rápido. Fiz algumas fotos com o intuito de tirar as dúvidas quanto a este ponto. É de facto assim: com o flash em modo manual, o controlo (de acesso rápido) de compensação de exposição do flash não faz nada.
Segunda conclusão: Com o flash em modo TTL, o controlo de compensação de exposição do flash permite efectivamente controlar-lhe a potência. Eu não sei se estou a usar 1/2 ou 1/4 ou quanto for da potência máxima; Mas sei que estou a usar 1/2 ou 1/4 e por aí fora, da potência que seria a ideal para aquela situação (de acordo com a verdade do TTL, pelo menos).
Terceira conclusão: Tendo a máquina em modo manual, e não alterando os valores de exposição que estou a usar (ex: 1/30, f:5.6), mudar a compensação de exposição tem sobre a potência do flash o mesmo efeito que se obtém mudando a compensação de exposição do flash.
Quarta conclusão: Tendo o flash em modo TTL é indiferente mudar o diafragma, dá sempre a mesma coisa. Para mudar de facto a exposição tenho que actuar nos controlos de compensação (ou da exposição ou do flash).
Quinta conclusão: O número de guia do flash é 4. Com muito boa vontade pouco passará dos 5. Não é surpreendente se pensarmos que o flash incorporado é um "extra", que assumidamente não dá para fotografar nada não esteja a muito poucos metros de distância. Isso explica também o facto de a máquina ter muito boa autonomia mesmo quando o flash é usado intensivamente.
Sexta conclusão: Nas minhas experiências para a determinação do número de guia, o valor obtido fotografando o tema a dois metros (dentro de casa) foi maior do que fazendo as mesmas fotos a um metro. Foi cerca de 5,5 no primeiro caso e não mais que 4 no segundo. A razão que encontrei para este facto é que nas fotos a dois metros o contibuto dos reflexos nas paredes e no tecto faz-se sentir mais do que nas fotos a um metro, em que os mesmos reflexos são porporcionalmente mais distantes e menos intensos. É por isso que o número de guia medido ao ar livre dá sempre bastante mais baixo do que num interior (especielmente se branco e não muito amplo) e é também por isso que nas fotos com flash ao ar livre é necessário subestimar um bocado o seu efeito (i.e. dar-lhe mais potência do que acharíamos necessário para uma situação equivalente em "indoor").
Sétima conclusão: (Não é uma conclusão.) Finalmente acabei a construção do meu reflector para o flash. A ideia é bloquear a passagem directa da luz do flash, obrigá-la a ir para cima e usar o seu reflexo no tecto para iluminar a cena. Já aqui tinha falado disto e feito as primeiras experiências, mas agora é mesmo a sério. Fica aqui um pequeno exemplo do "com" e "sem". E desta vez sem quaisquer compensações, foi só disparar "a direito". Obviamente, com um número de guia de 5, isto só é usável em situações de proximidade e dentro de portas — o que não é dizer pouco.
E pronto. Só a título de informação adicional, o objecto que fotografei para o cálculo do número de guia foi aquela almofada vermelha que está lá ao fundo. Pareceu-me que era razoavelmente "cinzento-dezoito-porcento", apesar de ter muito pouco de cinzento.
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* sempre que me refiro ao "flash", neste post, significa o "mini-flash incorporado na máquina".
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