sábado, dezembro 10, 2005

A mania do material: Wacom Graphire 4 XL

Como prenda de anos resolvi oferecer-me uma tabuleta digitalizadora Wacom Graphire4 Classic XL.

Uma razão para tal façanha prende-se com uma vontade já antiga de experimentar um brinquedo do género.
Outra razão deriva do crescente mal estar que desde há uns meses tenho vindo a sentir no pulso e mão que mexe no rato (dores musculares e alguma dormência). Tal deve-se muito certamente às mais de 10 horas por dia que passo em média agarrado a tal bichano!

A bendita mesa digitalizadora vem em 4 modelos: normal e XL que corresponde a uma área sensível de um A6 ou um A5 respectivamente e para cada um desses modelos temos o pacote Classic e o Studio, onde o Studio difere por trazer mais uns softwares que não interessam nem ao Menino Jesus - por vias da quadra ;-) (o Adobe Photoshop Elements 3.0 e o nik Color Efex Pro 2.0 Standard)

Resumindo, as coisas em Portugal (no site da Wacom os preços são semelhantes), custam aproximadamente os seguintes valores:
Graphire4 Classic (A6) - 100€
Graphire4 Studio (A6) - 150€
Graphire4 Classic XL (A5) - 200€
Graphire4 Studio XL (A5) - 250€

Após algumas semanas de procura, comprei na FNAC do Colombo (só lá é que encontrei o modelo XL Classic, em todos os outros lados só tinham o Studio!).

Sempre estive convencido que uma maior área útil seria mais... "útil"! Isto mesmo apesar doque li pelos forúns em que a maior parte dos utilizadores do modelo maior configuravam uma área de trabalho mais pequena para não terem que efectuar movimentos tão amplos com a mão/braço.

Ora bem, lá comprei a coisa, cheguei a casa montei, instalei o driver e peguei na canetinha. A cena mapeia a área de desktop do Windons na perfeição, sobre a área sensível da Graphire. A mesa reage à presença da ponta da caneta quando esta está a uma distância inferior a 5mm e quando a ponta toca a mesa isso é interpretado como um clique com o botão esquerdo do rato. A caneta tem ainda 2 botões configuraveis que por omissão representam o clique com o botão direito do rato e o outro representa um duplo clique com o botão esquerdo do rato. Tudo bem até aqui.

Após meia hora a uma hora de utilização de coisa resolvi que aquilo não era para mim. Desmontei tudo e guardei na caixa original resolvido a devolver na próxima viagem à FNAC. Sempre poupava os tais 200€...

Entretanto, passaram-se uns dias e na véspera do dia em que estava determinado a efectuar a devolução, resolvi dar mais uma volta pela internet em pesquisa de reviews e mais info sobre o aparelho... Com a informação obtida, resolvi dar-lhe mais uma chance.
Desmontei tudo e passei uma tarde e uma noite de volta do Photoshop a processar imagens novas. A minha estremidade superior esquerda (o braço e a mão) efectuaram umas boas dezxenas ou centenas de metros de deslocamento nesse dia. Curiosamente não senti dores derivadas da utilização prolongada do aparelho! Efectivamente, no dia seguinte até já nem me parecia natural manusear o rato com a mesma mão.

A posição de pega da caneta é natural, a mão fica numa posição "normal", não forçada. A pega no rato é forçada porque a mão tem que rodar para uma posição não natural.

Passei mais uns 2-3 dias a utilizar o aparelho. Aquilo cria habituação. Pode-se ainda utilizar o mapeamento em modo absoluto ou relativo (se se levantar a caneta e se aproximar noutro ponto da mesa o cursor não se move).

O mapeamento é bastante correcto mesmo com o meu desktop windows que abarca os meus 2 monitores. O problema maior é mesmo a amplitude de movimentos que se tem que efectuar.

A utilização do aparelho no Photoshop é natural, chegando a parecer bastante estranha a posterior transição para o rato. O Photoshop suporta controlo de pressão nas suas ferramentas de edição, o que é bastante agradável em tarefas de dodge/burning, mascaramento e, aquela onde eu me deliciei, no dust spoting com a healing tool.
As ferramentas que suportam sensor de pressão podem ser configuradas para que a pressão controle uma série completa de parâmetros (tamanho, opacidade, forma...)

No fim acabei por devolvel o brinquedo. Estou a pensar comprar mais tarde o modelo acima, o Intuos3 A5 Wide (formato 16x10) com suporte de 1024 níveis de pressão (o Graphire só suporte 512). Isto se comprar algum dia o monitor dos meus sonhos, algo do género Apple Cinema Display 23" :-)

Segundo li nos forúns, a diferença de sensibilidade (dos 512 para os 1024 níveis de pressão) nota-se bastante na precisão do clique - por acaso também notei por algumas vezes que o clique saía alguns pixel ao lado doque eu pretendia.

Entretanto estou seriamente a pensar comprar um modelo de entrada que eles têm, o Volito (A6) por 50€ ou mesmo o PenPartner2 (aconselhado para notebooks). A ideia é largar de vez o ratão e as dores musculares.

Entretanto fica a dica: Experimentem. Os 200€ são um bocado puxados. Podem experimentar o modelo A6 por 100€. Dêem-lhe ums bons 5 dias de utilização. Os vossos pulsos agradecem. As vossas sessões de Photoshop também! Comprem numa FNAC, Media Markt ou outra grande superfície - se não gostarem devolvam e não perdem o dinheiro.
É verdade, o período de habituação é um pouco prolongado: o ideal será uma semana de utilização prolongada, para a coisa parecer bem natural. Depois disso, o que não vai parecer natural é usar um rato. Ah, pode-se como é óbvio utilizar em simultâneo com o rato, assim como se podem ter 2 (ou mais) ratos ligados simultaneamente no Windows...

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