Ai Teco: Digitalite
Quando se edita uma imagem digital corre-se muitas vezes o risco de forçar a processamento, fazendo com que a imagem final fique com um aspecto artificial.
Quando a imagem final se destina a ser vista num suporte electrónico (monitor de computador, por exemplo), existe aparentemente alguma margem para forçar o processamento, visto o suporte já ser por si mesmo pouco ortodoxo no que respeita à arte fotográfica.
Quando a imagem final se destina a ser impressa, não existe margem nenhuma para sobre-processamento. Todas as falhas de processamento são rapidamente perceptíveis e pouco agradáveis à vista.
Como regra básica, se durante a edição se achar que a imagem está um tudo nada sobreprocessada, então deduzir o efeito em 25-50% para destino electrónico. Reduzir em 50-100% para destino papel!
Atenção sobretudo às marcas de sharpening, diferenças de tons derivadas de máscaras de luminosidade (transições claro-escuro pouco naturais), solarizações por ajustes forçados de níveis e/ou curvas.
Os efeitos forçados e os sintomas de "digitalite" são típicos dos novatos e de pessoas com pouca experiência de processamento digital. São também típicos de tentativas forçadas de salvamento de más imagens iniciais ou de imagens "quase boas" (near misses).
A digitalite faz-me lembrar os meus tempos de iniciação à fotografia no laboratório público do NAF (Núcleo de Arte Fotográfica do IST). Aí alguns fotógrafos também iniciados, no laboratório analógico de preto&branco utilizavam ostensivamente filtros de alto contraste para criarem ampliações sem meios tons numa tentativa falhada de salvar fracas imagens iniciais.
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