pesticidas
gostei do que está escrito abaixo sobre a forma da tecnologia condicionar o trabalho artístico, está ok. e há os que preferem digital, outros película, outros pincéis, etc., é justo, não vale a pena discutir. cada um explora o(s) meio(s) de expressão que mais lhe interessar(em).
agora, sobre o inevitável fim dos livros em papel, calma aí. é possível que isso venha a acontecer um dia, não digo que não. até seria bom para as florestas.
mas, na minha opinião, isso depende de alguns factores (detalhes) como, por exemplo: resolver a desconfiança das pessoas face às tecnologias electrónica e informática – o que implica, em primeiro lugar, eliminar os bugs e pôr esses mecanismos a funcionar seguros e certinhos.
falando apenas dos livros e dos e-livros, este últimos ainda vão ter que ser muitíssimo esgalhados. como é que se folheia um e-livro? quem é que nos garante que estamos a ler um e-livro e o gajo não “vai abaixo” e é preciso reiniciá-lo ou outra idiotice do género? imaginem que queremos reler o e-livro uns anos mais tarde ou dá-lo a ler a um filho: isso será possível ou já teremos que comprar uma nova versão porque o sistema operativo é arcaico ou a máquina já não “lê” este tipo de ficheiros ou até porque se fragilizou um pingo de solda nos circuitos? e, por último (por agora), quem me garante que este é mesmo o livro que eu queria ler e que não esteve um hacker a janar este livro, a trocar a ordem das frases e dos capítulos, a eliminar frases, a acrescentar outras…?
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