quarta-feira, fevereiro 16, 2005

Sobre o (des)crédito que dou aos políticos

Tenho andado a reparar nuns cartazes de campanha eleitoral que passam quase despercebidos no meio da parafernália criada pelos vários partidos (grandes e pequenos, mas principalmente os grandes, por razões óbvias). Estes cartazes não aparecem identificados como sendo de nenhum dos partidos que conhecemos e apelam ao voto em branco, como forma de protesto contra a alegada mediocridade da classe política em geral. A única coisa que referem em termos de autoria é qualquer coisa como "movimento um rumo para Portugal" e depois tem um URL.


À medida que me apercebo da sua existência, começo a ficar gradualmente mais curioso sobre quem fomenta este "movimento" e o que pretende com ele. A ideia de ser apenas um movimento cívico, criado para suscitar o debate e sem "interesses" de poder pura e simplesmente não me convence. Tem que haver algum tipo de interesse "por trás" disto.


E estava eu nestes devaneios quando me apercebi daquilo que afinal é a essência deste movimento (acho eu). O facto de eu nem sequer conseguir conceber a existência de um movimento cívico "desinteressado" é bem demonstrativo do (des)crédito que eu dou à nossa classe política.


P.S. — Entretanto já me disseram que há mais destes movimentos cívicos. Até agora só me apercebi da existência deste.

Sem comentários: