terça-feira, fevereiro 01, 2005

O que é maior, um Metro ou um Destak?

Pois estou a ver que ainda não conheces o

Para quem viaja na linha de comboio de Cascais rumo ao Cais do Sodré e depois apanha o metropolitano, não tem oportunidade de ler apenas o Metro mas também o Destak. Outro amontoado de papel de jornal.

São coloridos, um e o outro, sensaborões, sem interesse e cheios de «notícias» sem notícia nenhuma. Melhor, eles lá notícias têm… parecem uma fita de telex da agência Lusa ou coisa parecida. O desenvolvimento, como se vê (às vezes…) nos jornais normais, pois, não há. Apenas um conjunto de folhas com imagens da actualidade e coisas escritas sem conteúdo que realmente interesse. É como ler as revistas que costumam estar espalhadas nas salas de espera dos consultórios médicos (não, não estou a falar dos revistas científicas de medicina).
Um desperdício de polpa de papel, que por acaso nem parece ser do reciclado - ah, pois... esse é mais caro.

Lembro-me dos cantoneiros que passaram a noite a lavar e varrer e apanhar lixo, para que o povo acorde para mais um dia de trabalho com as ruas limpas. Infelizmente é um trabalho inglório porque logo de manhãzinha, os cais de embarque dos transportes colectivos, rampas de acesso e locais e ruas próximas ficam cobertos destes jornalecos abandonados por cidadãos menos cívicos.
Outra faceta irritante destes dois aglomerados de futilidades está na forma de distribuição. Eles são distribuídos, qual folheto de promoções de supermercado, a todos os transeuntes, de uma forma agressiva, do estilo «in your face», ficando mesmo os distribuidores indignados quando alguém não aceita tamanha oferenda. Afinal é de graça, bolas!

Será só a mim que isto me parece deveras irritante?...

Por mim, se aceitarem o alvitre, peguem num, folheiem-no e deitem-no no lixo, ou melhor, levem para casa e juntem ao resto do papel para reciclar que têm lá guardado para depositar no ‘Papelão’ no próximo fim de semana.

PS – Onitsuaf, desculpa lá… parece que te estou a querer roubar a ideia. A verdade é que constatei esta porcaria durante as duas semanas em que andei a caminho de Lisboa e já andava com a ideia na coisa.

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