Notas soltas a propósito do fim-de-semana-grande
Se um fim-de-semana é bom, um fim-de-semana-grande é melhor.
Os melhores fins-de-semana-grandes são (discutivelmente) aqueles em que é feriado na segunda - por oposição àqueles em que é feriado na sexta - porque se tem uma sensação de prolongamento (temos um dia de descanso a mais). Nos outros tem-se uma sensação de antecipação (o fim-de-semana começa mais cedo), o que sendo também muito bom, não é tão bom.
Confirma-se que a duração ideal do fim-de-semana é três dias e não dois. (Claro que quatro dias era ainda mais ideal, mas estou a assumir que é mesmo preciso trabalhar alguma coisa - esta questão daria um outro "post", não quero chamá-la para aqui.)
De manhã bem cedo, a passarada está mais activa do que quando chega a hora do calor. Só os humanos é que não percebem uma evidência destas e dormem de manhã, para sairem à rua ao meio-dia (e queixarem-se do calor que faz).
O problema da cidade afinal não é a cidade, são as pessoas. Quando todos os cidadãos fogem sabe-se lá para onde, subitamente torna-se agradável passear pelos lugares, ir a um restaurante sem ter que marcar com vários dias de antecedência, sair de casa a qualquer hora sem ter que pensar qual o melhor caminho (se existir um) para evitar os congestionamentos e poder ter as janelas abertas sem ouvir carros a passar em vez de pardais.
Inocente da vida, ia a passar pela segunda circular quando me deparei com uma quantidade anormalmente alta de carros estacionados junto ao sporting. Era o concerto dos U2. Feliz por ter tido a sorte de não estar por ali a passar no momento em que todos decidiram sair (vindo de mim, não era nada de estranhar: durante os anos que morei em Paço de Arcos, acho que não "perdi" nenhuma final da Taça no Jamor...) resolvi abrir a janela do carro para tentar ouvir alguma coisa. Pride in the name of love. Se as contas não me falham, esta cantiga tem vinte anos, mais coisa menos coisa. Depois de tantos anos, continuam a bater na mesma tecla? Não fizeram nada de melhor entretanto? Porque é que ainda existem, então? (Bem, se os "Stones" podem...)

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