Síndroma das Férias (SdF)
Um dia este termo, ou outro de significado equivalente, vai ser conhecido de toda gente, como a certa altura a palavra "stress" também passou a ser. A SdF é um mal da modernidade. O dia-a-dia das pessoas é demasiado absorvente e não lhes deixa grande margem para fazerem as coisas de que realmente gostam. Em virtude disto, as pessoas transferem para as férias a responsabilidade de fazer todas essas coisas que durante o dia-a-dia não parecem conseguir. É muita pressão e as férias não dão para tanto. Nunca dão. Acabam por se escoar muito mais depressa do que parecia possível, entre a necessidade de descansar e a impaciêcia de fazer essas tais coisas. É frustrante e normalmente depois de quinze dias de regresado das férias, o doente de SdF já afirma estar a precisar de férias. A pressão imposta sobre as férias seguintes aumenta e consequentemente aumenta também a dificuldade em gozá-las convenientemente, agravando o nível de stress pós-férias, o que só piora ainda mais o quadro clínico do doente, num processo degenerativo.

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