As manias do material...
Serão os hobbies subterfugios de crianças crescidas para comprar brinquedos caros que os pais delas não lhes podiam ou não quiseram comprar quando estas eram pequenas e estavam à sua mercê (dos pais)?
Geralmente são as crianças crescidas do sexo masculino que enfrentam estas crises.
Geralmente, no caso de crianças que vivem com parceiros do sexo oposto, existe um período de convencimento próprio das necessidades de aquisição do brinquedo. Seguido deste vem um período mais longo de convencimento do parceiro, com demoradas e apaixonadas exortações sobre as características do brinquedo e brinquedos alternativos ou concorrentes. Após este segundo período segue ainda outro período (este mais ou menos longo, dependente dos brinquedos e da velocidade de enovação da tecnologia do brinquedo) onde a criança sofre uma depressão com sintomas de angustia devido ao sentimento de culpa pela possível e provável aquisição do brinquedo.
A aquisição de brinquedos próprios por parte da criança gera frequentemente a aquisição de brinquedos e presentes para o parceiro como forma de desculpa e alívio da depressão antes referida.
O destino do brinquedo adquirido tem duas vertentes típicas: a) o fundo de um armário, caso o hobby tenha sido criado como razão primária para a compra do brinquedo; b) a mala do carro, a pasta pessoal, o bolso do casaco, a mesa de cabeceira, todos os anteriores, caso o brinquedo tenha sido aquirido para prosseguir um hobby de longa data.
Muitas vezes os brinquedos são motivos de angustia e desavenças familiares. Muitas vezes os brinquedos são motivos de satisfação pessoal e melhoria substancial da vida da criança em causa. A dificuldade está na escolha dos brinquedos.

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